Dálias: Auta de Souza.

Lágrimas desceram ao começar este livro de uma poetisa negra potiguar, primeira poetisa negra brasileira de livro publicado. Anos passados tinha lido a primeira e única obra da poetisa publicada em vida, Horto. Auta de Souza é mais que um nome de rua em Natal (RN), ela tem uma relevância, considerada a principal poetisa norte-rio-grandense.

Os poemas são carregados de sentimentos e sobre amor, saudade, luto, dor, religiosidade e tendo a presença de figuras maternas, infantis e místicas.

Não parei mais de chorar após saber mais da soturnidade de sua história. Auta era intelectual, autodidata, não parou de estudar, nem mesmo quando deixou de ir à escola, devido a descoberta de uma doença que a levou a falecer em 1901. 

Nesta obra, Dálias, Auta de Souza escreve sobre e para mulheres. 

Como uma leitora com sensibilidade e chorosa, despedi-me da obra, afirmando que ela é uma das minhas poetisas favoritas e sua obra tão bela, imortal. Senti “agonia do coração” ao fechar o livro. 




Obra: Dálias (1893-1897).
Poetisa: Auta de Souza (1876-1901).

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